27 de maio de 2009

Viva Mata 2009

Viva Mata 2009


Entre os dias 22 e 24 de maio, das 9h às 18h, a Fundação SOS Mata Atlântica realizou a quinta edição do Viva a Mata - mostra de iniciativas e projetos em prol da Mata Atlântica, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. O evento, teve como patrocinador o banco Bradesco e o apoio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA).

O evento contou com palestras, debates, exposições, oficinas, peças de teatro, entre outras manifestações artísticas.

Os principais objetivos do Viva a Mata era comemorar o Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio), promover a troca de informações e experiências entre os que lutam pela conservação deste Bioma, realimentar o movimento ambientalista, e informar e conscientizar a sociedade.

Ponto Alto do evento

Creio ter sido o ponto mais forte do evento o espaço arena, onde aconteceu atividades físicas, rodas de conversa, jogos e peças teatrais, como por exemplo, o espetáculo “História Molhada 2 – a Aventura Continua” , pela Cia. Trem Bão. A peça mostra a importância da água no mundo e os cuidados que todos devem ter com este bem natural e aborda temas como: preservação do meio ambiente, ciclo da água, doenças de veiculação hídrica, combate à dengue, esgotamento sanitário, processo do tratamento do esgoto e problemas causados pelo lixo.

O Túnel dos Sentidos possibilitou aos participantes entrarem de olhos vendados e experimentar sons, cheiros e texturas da floresta e também a distribuição de mudas de árvores nativas foram atividades que marcaram o evento.

A meu ver, o grande sucesso do evento foi a construção do auditório Oca, com palestra de variados temos, o auditório nos remetia a refletir sobre a sua construção que segundo seu idealizador, Nido Campolongo, o local era: “Naturalmente sustentável , os índios usam materiais de seu conviveu para a construção de suas casa. Utilizei grampos de metal e mdf na confecção de 1.700 cones de papelão que justapostos compõem esta oca, apropriando-me do comportamento e da arquitetura indígena para a criação deste abrigo de modelo construtivo reciclável que permite diversas remontagens. Oca e Eco são palavras parecidas, mas de diferentes origens. Uma, Tupi-guarani , outra vem do grego oikos. Ambas significam casa, (...) um palco mutante para a reflexão do habitar na grande casa que vivemos”.

Sendo assim, o evento teve a oportunidade de oferecer aos visitantes, a oportunidade de conhecer de maneira mais interativa a importância do Bioma em que habita aproximando a sua relação com o meio ambiente, no entanto, o publico que mais interagiu, sem duvida, foram as crianças, haja vista, que muitas atividades eram destinadas a elas.

De forma integrada ao Viva a Mata, também no Parque Ibirapuera, o Ministério do Meio Ambiente promoveu algumas reuniões. A programação teve a presença do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e que tinha por objetivo promover a discussão de estratégias para a conservação da Mata Atlântica, políticas públicas para o Bioma e o papel das comunidades tradicionais na conservação do meio ambiente. Quanto a este ultimo tema, creio ter sido a maior fracasso para nós, deixando muito a desejar. Afinal, falar do papel das comunidades tradicionais, sem a presença dos mesmos? Onde presidiam a mesa diretora apenas o governo e diretores de grandes ONG’s? e assim foi fato, que o tema mal foi abordado. Afinal, como se falar de algo que não se vivencia?

Muito se gasta, muito se fala, grandes patrocinadores apóiam, mais a quem pensa enganar? Decepção? Não, apenas mais uma constatação.

Em fim, saber o que deve ser feito, alguns sabem, mas pelos mais diversos interesses e muita politicagem, nada é feito.

E assim se fez o Viva a Mata, evento que deu visão temas de grande importância para todos nós e para nossas futuras gerações, esperamos que no próximo evento possamos ter nossos representantes para colaborar num coletivo em busca de uma melhor qualidade de vida para nossos “pequenos hoje” e futuros guerreiros e guerreiras!

Awere.

Jaborandy Yandê Tupinambá de Olivença

jaborandy@indiosonline.org.br

Cel: (73) 9157-2919

(11) 8024-9333

Colaborando junto.

Alessandra Mendes

ale.socioambiental@gmail.com

Assista abaixo um slide de fotos feito durante o Viva a Mata 2009!!!

21 de maio de 2009

‘Campanha de Valorização das Culturas dos Povos Indígenas’

Vídeo Institucional


Assista ao filme da ‘Campanha de Valorização das Culturas dos Povos Indígenas’

Resultado, da Sessão Especial no Plenario Gilberto Fialho em Ilhéus - BA


Aconteceu ontem (20) a Sessão especial sobre a demarcação do território tradicional Tupinambá de Olivença, na Câmara de vereadores de Ilhéus - BA, onde estavam presentes, agricultores, produtores, moradores, comerciantes e empresários do setor hoteleiro que atualmente se encontram na área em questão.


Nós índios Tupinambá recebemos ameaças direta como a do agricultor “Marcelo Mendonça", que tem a posse de áreas na região reivindicada, dizendo publicamente que a briga é política, comandada pela Funai que, segundo ele, não defende o índio. “Defende a si próprio”, na medida em que 2/3 dos seus recursos são para aplicar no funcionamento do órgão. “O que posso dizer é que nós, produtores, iremos reagir e garantir o que é nosso. Nem que para isso tenhamos que estar armados".Para apoiar a ação dos não-indios e até mesmo para garantir a área da cidade que é mais explorada com o Turismo e agricultura, com as madeireiras e carvoarias ILEGAIS, o prefeito de Ilhéus, Newton Lima, e o vice, Mário Alexandre, foram a esta Sessão Especial, dar apoio aos agricultores.
O prefeito demonstrou preocupação com a crise social que esta decisão pode causar e com tambem, uma provável queda de receitas que Ilhéus passará a conviver.

É que com a diminuição do seu território, diminuem também os recursos que são diretamente ligados à dimensão da cidade e sua população ativa.

O vereador Alcides Kruschewsky, autor da sessão, disse que esta é uma discussão que tem que ter a presença das autoridades constituídas do município, por que, qualquer que seja a decisão, trará reflexos aos cofres públicos.

Já o vereador Marcos Flávio pontua que "a situação do município é caótica e este não é momento de fazer demarcação de terra indígena.”, com esses ARGUMENTOS feitos pelos políticos da cidade de Ilhéus, vemos os interesses políticos e financeiros de nosso território tradicional.


Meus parentes, amigos e parceiros que estão lendo esta matéria, ELES TIVERAM ATÉ A AUDAÇIA DE FALAR, “que nós indígenas reivindicamos uma imensa área territorial para abrigar a nossa etnia, retirando de uma vez por todas grande parte de históricos moradores da região e assumindo significativa parte da infra-estrutura da localidade. Daí continua: Só para se ter uma idéia da dimensão do pedido, o município de Ilhéus perderia para os índios 1/4 do seu território. Áreas de grandes empreendimentos hoteleiros passariam a ser território indígena administrado pelos tupinambás de Olivença". SENDO QUE HISTORICOS MORADORES DAQUELA AREA, APÓS MASSACRES, IMPOSIÇÕES FEITAS PELOS BRANCOS E ETC… SOMOS NÓS, OS VERDADEIROS DONOS DE ONDE NUMCA SAIMOS, ONDE TEMOS A SABEDORIA QUE CADA SER VIVO NATIVO DESTA TERRA TRADIÇIONAL TEM QUE SER RESPEITADO EM SUA FORMA CULTURAL DE VIVER.

Paralelo a todas as ameaças direcionadas ao nosso Povo, o próximo passo terá que ser dado pelos agricultores que têm um prazo de 90 dias para rebater o documento elaborado pela Funai. Depois, a própria Funai vai avaliar os argumentos de defesa, o que preocupa os agricultores.

O que percebemos com tudo isso que vem acontecendo, é que, até hoje, desde que o órgão foi criado pelo governo federal, nunca os produtores conseguiram vencer esta etapa e nós que estamos nas bases mantendo a resistência é que vamos sofrendo todas as conseqüências.

Depois – independentemente da decisão dos técnicos da Funai – o pedido segue para o Ministério da Justiça e, finalmente, chega à presidência da República, que toma a decisão final.
As dúvidas quanto ao final deste imbróglio estão apenas começando. Mas tudo isso que já incomodam a todos os lados e só fazem aumentar a tensão entre nós e os não - indos que residem nas comunidades tanto do interior como do litoral de nossa Aldeia.

Que Tupã Nos Guie!!!

Awere!!!
Jaborandy Yandê Tupinambá de Olivença


CEL: (73)9157-2919 (11)8024-9333

Parnayba uma cidade histórica, cheia de mistérios


O túnel de parnaíba



Paisagem atual do Largo São Bento, com estátua de Frei Agostinho de Jesus, que viveu no antigo mosteiro beneditino entre 1645 e 1651
Ruas do Centro Histórico de Santana de Parnaíba ainda escondem partes da história da cidade que estão por serem descobertas


Há duas grandes histórias que povoam o imaginário dos parnaibanos. A primeira diz respeito à estadia de d. Pedro 1º na cidade. Conta-se que o imperador teria se encontrado com sua amante, a Marquesa de Santos, no sobrado onde hoje funciona a Secretaria de Cultura e Turismo. Mas, como atestam os historiadores, o monarca e sua amante não estiveram em tantas cidades como desejariam seus moradores.
A segunda história, porém, mais antiga, parece ser também mais verossímil. Por debaixo das ruas do Centro Histórico de Santana de Parnaíba, correria um túnel ligando a Igreja Matriz ao antigo, e hoje inexistente, Mosteiro de São Bento. Teria sido usado pelos religiosos em momentos onde, sair às ruas da vila, poderia ser perigoso, em vista dos ataques indígenas.
Embora tenha sido usado durante os séculos 17 e 18, o túnel beneditino remete aos primórdios da história de Santana de Parnaíba, assim como aos seus principais personagens e fundadores.

Canoas no rio Anhembi
Tibiriçá fora o principal cacique do planalto de Piratininga, quando os primeiros colonizadores chegaram à região e fundaram o povoado de São Paulo de Piratininga. Nasceu no final do século 15 e teve vários filhos, entre eles Beatris, com quem casara o português Lopo Dias. Entre os filhos do casal, nasceu na vila de São Vicente em 1552 Suzana Dias, futura matriarca de Santana de Parnaíba.
Quando jovem, Suzana Dias teve educação escassa, como era corrente entre as mulheres da época. Recebeu os ensinamentos jesuíticos, mas morreu sem saber ler ou escrever. Ainda assim, como mostra o historiador Paulo Florêncio da Silveira Camargo, em sua minuciosa “História de Santana de Parnaíba”, Suzana Dias destacou-se entre as matronas paulistas, tendo seu nome incluído em uma ata da Câmara de São Paulo de 1593, quando raramente um escrivão citava o nome de uma mulher. Casou-se com Manuel Fernandes Ramos, com quem teve sua prole de 17 filhos.
Português natural de Moura que desembarcara em São Vicente, Manuel Fernandes Ramos estivera entre os paulistas que, a partir da segunda metade do século 16, passaram a se aventurar no sertão desconhecido, seja em busca de mão-de-obra indígena para as lavouras e outros serviços, seja com o objetivo de ampliação de seus domínios. Silveira Camargo afirmou em seu livro que não era possível existir apenas uma vila no planalto, referindo-se a São Paulo. Dessa forma, outros vilarejos foram sendo fundados e começaram a desenvolver certa autonomia.
Acredita-se que em 1560, após percorrer oito léguas no rio Anhembi, hoje Tietê, Manuel Fernandes Ramos topou com uma cachoeira cuja queda impossibilitava a navegação. Iniciou então, próximo dali, uma fazenda e deu-lhe o nome usado pelos índios para alcunhar aquele trecho intransitável do rio: Parnaíba.
Data desta época a construção da primeira capela parnaibana. Devoto de Santo Antônio, o explorador mandou construir-lhe uma capela próxima ao rio. Era um edifício pequeno e coberto com folhas que teria uma existência curta, porém importante na centralização do núcleo urbano que se formava. Manuel Fernandes Ramos faleceu em 1589, quando então Suzana Dias mudou-se para a Fazenda e passou a morar em uma casa às margens do Tietê com seu segundo marido, Belchior da Costa.

Os bandeirantes de Parnaíba
Demolida, a capela foi reconstruída em 1610 por Suzana Dias e seu filho André Fernandes no mesmo local. Mantinha as paredes de pau-a-pique, mas era agora coberta com telhas e tinha como padroeira Santana.
André Fernandes substituiu o pai na chefia do povoado parnaibano. Viviam da agricultura e dependiam dos índios para desenvolvê-la, fato que levou à organização de diversas bandeiras à caça de índios e, ocasionalmente, rixas entre as indios e os bandeirantes.
Em 1624, a capela recebeu uma doação antecipada do testamento de Suzana Dias, que morreria dez anos depois, em 2 de setembro de 1634. Eram terras, casas, pertences e casais indígenas para os serviços da capela. Em troca, ficava obrigada a rezar duas missas anuais e realizar a festa dedicada a Santana.
No ano seguinte à doação, Parnaíba foi elevada a vila pelo capitão-mor e ouvidor Álvaro Luís do Vale. Tornava-se um importante centro de bandeirantes, de onde saíram e chegaram bandeiras de diversos cantos do país e da América Latina. Para Silveira Camargo, a vila de Parnaíba em nada perdia a vila de São Paulo: havia nobres, índios, mamelucos, pobres, uma câmara e uma igreja.
Essa, entretanto, sentia os dissabores do tempo. Entre 1639 e 1640, a proximidade com o rio fazia com que suas paredes fossem castigadas pela umidade. Além disso, sofria com as cheias do Tietê, tornando difícil o acesso. Sendo administrador da igreja, André Fernandes quis reedificá-la em um local mais alto. As obras da nova igreja tiveram início em 1646 no mesmo local onde atualmente está instalada a Igreja Matriz. Coberta de telhas e com paredes de taipa, constituía-se de cinco altares, sendo a capela-mor e o cruzeiro forrados.

A vinda dos beneditinos
André Fernandes pensava também em trazer novos sacerdotes para a vila. E com as relações entre bandeirantes e jesuítas nada amistosas na época, optou por chamar os beneditinos. Fizera então o convite, com a promessa de doações de terras para a construção da residência monacal.
Em 1642, esteve em Parnaíba o procurador da Ordem beneditina, a fim de verificar o local. Aceita a idéia, a escritura foi redigida no ano seguinte. Além das terras, o bandeirante comprometeu-se a entregar a nova capela paramentada e pertences para os ofícios divinos. Em contrapartida, a Ordem se comprometia a manter dois religiosos na vila. A localização exata do mosteiro dedicado a Nossa Senhora do Destêrro permanece, no entanto, uma grande interrogação para os historiadores. A hipótese mais provável é a de que ele fora construído em frente onde hoje é o largo São Bento.
Se for verídica a existência de um túnel ligando o mosteiro à Igreja Matriz, ele teria sido construído entre o final do século 17 e início do seguinte, como acredita Agacir Eleutério, historiadora do Centro de Memória e Integração Cultural de Santana de Parnaíba (Cemic). A incapacidade de estabelecer uma data exata se deve, entre outras coisas, à completa destruição do edifício beneditino. Silveira Camargo cita o relatório geral de 1836 do Marechal Daniel P. Müller, onde o militar afirma que na cidade havia um arruinado mosteiro. Em 1868, o edifício estava quase em ruínas e ameaçava desabar em 1887. A ameaça tornou-se concreta e hoje ele é apenas uma lembrança.
Quase o mesmo destino teve a igreja erguida por André Fernandes. Em 1812, a capela-mor ficou destruída e teve de ser reformada. Todo o edifício foi então ampliado em largura e comprimento, mas não passou dos 70 anos. Seria somente no final do século 19 que a Igreja Matriz ganharia sua forma atual.

Um modernista em Parnaíba
As obras da igreja atual coincidiram com a posse do padre Miguel Mauro, em 27 de novembro de 1881, responsável pela direção dos trabalhos. A planta é de autoria de Carlos Daniel Rath, datada de 1882. Segundo Agacir Eleutério, não se pode estabelecer o ano exato do término da construção, mas provavelmente dez anos depois de iniciada.
O novo prédio despertaria opiniões distintas. Silveira Camargo cita texto escrito por Estevão Bourroul, co-fundador do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, em 1887: “A matriz de Parnaíba, embora não perfeitamente concluída, é uma das mais belas igrejas da província”. O historiador Afonso Taunay, em um artigo publicado no jornal Correio Paulistano em 1923, fora mais modesto: “A matriz, ampla, sobremodo acolhedora, não tem característicos artísticos externos ou internos, mas é acolhedora e própria à meditação piedosa”. Já o escritor modernista Mário de Andrade não foi nada moderado. Em carta enviada a Rodrigo Mello F. de Andrade, declarou que “a igreja é importantíssima como construção, mas feia como o diabo”.
A igreja de 1882 se sobrepôs à igreja de André Fernandes e qualquer pista aparente da entrada do túnel desapareceu. Manuel Barbosa, proprietário de uma pousada no Centro Histórico, afirma que o túnel seguia a atual rua Suzana Dias, subia pela estreita rua Nove de Julho e seguia até a sacristia da igreja. A outra entrada, prossegue ele, ficaria no jardim da casa de número 50 do largo São Bento.
O pedreiro João Jesus da Silva trabalha na casa, que futuramente será transformada em restaurante. Conta que aos quatro anos de idade, sua esposa veio morar em uma casa onde hoje é o jardim da casa. Próximo ao muro, havia um alçapão que dava acesso ao túnel.
São histórias como essa que Agacir Eleutério coleciona em sua memória desde que começou a trabalhar na prefeitura, em 1997. No entanto, como historiadora, sabe da importância de um estudo arqueológico para verificar a existência do túnel. Um ano depois, entrou em contato com a equipe do Museu Paulista, liderada pela professora e arqueóloga Margarida Andreatta. Segundo Agacir, a arqueóloga esteve na cidade, disse ser possível existir o túnel, mas que isto exigiria um trabalho minucioso. Para que não fosse necessário escavar as ruas, eles utilizariam um equipamento de ultra-sonografia, que percorreria seu possível trajeto. Porém, o projeto não chegou a ser realizado.
Existem ainda indícios que ajudam a sustentar a existência do túnel. Em alguns momentos da história brasileira, o convívio entre colonizadores e índios não foi nada pacífico, e a vila de Parnaíba não estava isenta do problema. Agacir identificou ligações entre as casas mais antigas que deveria servir de alternativa para as ruas. “Você percebe que em alguns momentos, as pessoas que viviam na vila não tinham condição ou eram impedidas por algum motivo de sair à rua. Então elas se comunicavam por dentro das casas”. O túnel, portanto, teria a mesma finalidade para os religiosos.
O pesquisador Dalton Sala, historiador da arte e especialista em arte brasileira, afirma ser possível a existência do túnel em Parnaíba, pois há muitos exemplos de obras semelhantes no Brasil, como a construída na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, em Salvador. Para o historiador, os túneis eram usados para fuga em caso de cerco. “No caso dos baianos, os sitiantes eram holandeses. Em Parnaíba, se o túnel existia, era um recurso não necessariamente contra uma ameaça distinta. Mas é necessário lembrar que, por volta de 1560, teve início uma grande revolta indígena, que culminou com cerco da vila de São Paulo”, esclarece Sala. “Mesmo algumas décadas depois, esse temor persistia, principalmente nessas vilas na boca do sertão, como Parnaíba”.
Outro indício surgiu no final de março deste ano, em uma matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo. Nos fundos de uma marcenaria no Centro Histórico de Santos, foi descoberto um antigo túnel, com três metros de profundidade e medindo 1,10 metro de largura e 1,90 de altura. O historiador consultado pela matéria afirmou que a descoberta pode confirmar uma antiga história santista de uma ligação subterrânea entre a Igreja do Valongo e o Mosteiro de São Bento, a mesma Ordem que aportou em Parnaíba no século 17.
Mas o subsolo de Santana de Parnaíba permanece ainda intacto. De acordo com Agacir, até hoje não foi feita nenhuma escavação na cidade, o que permitiria não apenas comprovar a existência do túnel, como também conhecer outras partes da história da cidade que permanecem incertas: “a história de Parnaíba, antes da chegada do colonizador, ninguém conhece. O que sabe é o geral”, explica Agacir.

20 de maio de 2009

Sessão especial para discutir a demarcação do territorio tradicional do Povo Tupinambá de Olivença


Acontecerá hoje quarta-feira (20),as 16h no plenario Gilberto Fialho, uma sessão especial para discutir a demarcação do territorio indigena Tradicional do Povo Tupinambá de Olivença no sul da Bahia.

Dizem em alguns jornais online do Estado que a proposição feita pelo vereador Alcides Kruschewsky tem como objetivo maior escutar as aclamações da população não-indígena que reside em Olivença, próximo ou dentro do que seria feita a demarcação indígena Tupinambá na area urbanizada (Olivença que é bairro do municipio de Ilhéus).
Mas na realidades nós Indios Tupinambá que habitamos a area sabemos que é uma questão pessoal onde o mesmo vereador tem se colocado sempre contra a nossa demarcação, jogando os não-indios contra nós, deixando assim um clima pesado de intrigas entre todos os habitantes dentro da comunidade de Olivença.
Recentemente a FUNAI publicou no Diário Oficial da União o acolhimento do relatório que defende a demarcação de uma Aldeia Tradiçional indígena Tupinambá de Olivença, com área total de 47.300 hectares, sendo a maior parte, cerca de 80%, em Ilhéus, além de outros municípios como Una e Buerarema, agora nos encontramos em processo de 3 meses para contestação dos "intrusos" porceiros que se encontram na area reivindicada por nós cedido pela Governo federal e FUNAI(Fundação Nacional do Indio), como seria essa contestação? Os não indios que habitam a area tem que provar durante os 3 meses que o local não é territorio indigena tradiçional Tupinambá.
Essa contestação qu falei acima começará a ser feita, justamente nesta Sessão Especial que irá acontecer hoje a tarde, onde daram voz a agricultores, produtores, moradores, comerciantes e empresários do setor hoteleiro que atualmente se encontram na área em questão e que precisam expor as razões contrarias a criação da Aldeia.
Enquanto isso nós indios Tupinambá de Olivença estaremos nos organizando em base e nos fortalecendo em nossos Rituais na presença de nosso Pai Tupã.

Awere!

Jaborandy Yandê Tupinambá de Olivença
Jaborandy@indiosonline.org.br
Cel: (73)9157-2919
(11)8024-9333

Quinta edição do Viva a Mata é esta semana. PARTICIPE!

A Fundação SOS Mata Atlântica realiza de sexta-feira a domingo (22 a 24 de maio), das 9h às 18h, seu maior evento do ano, o Viva a Mata – mostra de iniciativas e projetos em prol da Mata Atlântica. O evento acontece na Marquise e na Arena de Eventos do Parque Ibirapuera, em São Paulo, e conta com patrocínio do banco Bradesco, apoio da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, da Tam Linhas Aéreas e da TV Globo. A programação é intensa e conta com cerca de 100 projetos divididos em estandes temáticos, Túnel dos Sentidos, palestras, oficinas, peças de teatro, distribuição de mudas de espécies nativas e muito mais, tudo gratuito e aberto ao público em geral. E além do calendário em São Paulo, no Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio), a Fundação realiza evento com parlamentares, em Brasília (DF), para apresentar a situação do Bioma.

Pela primeira vez, a Semana Mata Atlântica, organizada pelo Ministério do Meio Ambiente, a Rede de ONGs da Mata Atlântica e a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, será realizada de forma integrada ao Viva a Mata, também no Parque Ibirapuera. Este importante evento do movimento ambientalista acontecerá também de 22 a 24 de maio, com parte das atividades abertas ao público e algumas reuniões fechadas, no Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera.
A programação prevê a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e promoverá a discussão de estratégias para a conservação da Mata Atlântica, como mosaicos, corredores de biodiversidade, gestão compartilhada de áreas protegidas e políticas públicas para o Bioma.

Confira a programação completa do evento:Local: Museu Afro Brasil – Parque do Ibirapuera – São PauloTeatro Ruth de SouzaData: 22 a 24 de maio de 2009

PROGRAMAÇÃO DIA 22/05/2009 [SEXTA-FEIRA]
9H00 - Mesa de Abertura· A conjuntura atual, os cenários e as perspectivas para a Conservação da Mata Atlântica.o Ministro do Meio Ambienteo ICMBIO, SMA/SP, SBF, RBMA, RMA, SOS-MA.
10H30 a 11H00 – Resultados do Reef-Check no Brasil e lançamento do folheto- resumo do Reef Check - Beatrice Padovani, UFPE
11H00 a 17H00 - Seminário Áreas Protegidas, Mosaicos e Corredores Ecológicos na Mata Atlântica.

11H00 - Mesa 1·
Áreas Protegidas, Mosaicos e Corredores Ecológicos. Coordenação - Rede Mata Atlântica- RMAo João de Deus Medeiros, Diretor DAP/SBF/MMA.o Clayton Ferreira Lino, Presidente CN-RBMA.o Luis Paulo Pinto, Coordenador Programa Mata Atlântica - Conservação Internacional - CI Brasil.

12H30 - Almoço14H00 - Mesa 2·
Iniciativas de Gestão Compartilhada em MosaicosCoordenação – Valor Natural /Associação Mico Leão Douradoo Mosaico de UCs da Serra da Mantiqueira – Integração de Ações Regionaiso Mosaico de UCs da Serra da Bocaina – Fortalecimento do SISNAMA e Gestão Participativao Mosaico de Áreas Protegidas Jacupiranga – Resolução de Conflitos e Ordenamento Territorialo Mosaico das Ilhas e Áreas Marinhas Protegidas –SP -Instrumento de Conservação Costeira Marinha16h00 - Intervalo

16H15 - Mesa 3·
Iniciativas de Gestão Compartilhada em MosaicosCoordenação – Reserva da Biosfera da Mata Atlânticao Mosaico de UCs Central Fluminense- Educação Ambiental e Participação Comunitáriao Mosaico de UCs Juréia /Itatins– Instrumentos de gestão do Mosaico / Articulaçào com beneficiárioso Mosaicos da Amazônia -Diretrizes para formação e implementação –GTZ / WWF
18H30 - Entrega dos Prêmios Muriqui – 2008 - Local: Auditório do MAM – Museu de Arte Moderna

DIA 23 DE MAIO [SÁBADO]
9H00 às 12H30 - Seminário de Políticas Públicas para a Mata Atlântica· A Lei 11.428 de 2006 (Lei da Mata Atlântica), o Decreto 6.660/08 e o Mapa da Área de Aplicação.o MMA/SBF – Wigold Schaffer· A Lei da Mata Atlântica e as populações e comunidades tradicionais e a agricultura familiar (PCTAF)o Instituto Sócio-Ambiental – Raúl Telles· Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlânticao RMA – Elizete Sherring Siqueira· Apresentação do Programa Nacional de Conservação e Recuperação da Mata Atlânticao MMA/SBF
12H00 - Almoço
14H00 às 17H00 - Assembléia da Rede de ONGs da Mata Atlântica - RMA

DIA 24 DE MAIO [DOMINGO] 10H00 às 13H00 - Evento associado à Semana da Mata Atlântica· Reunião da Coordenação do Pacto pela Mata AtlânticaREALIZAÇÃO: Ministério do Meio Ambiente / Rede de ONGs da Mata Atlântica / Reserva da Biosfera da Mata AtlânticaAPOIO: SOS Mata Atlântica, Conservação Internacional, Museu Afro Brasil, Fundo de Conservação da Mata Atlântica/FUNBIO/KfW Entwicklungsbank

Auditório Oca
Sexta-feira
11h às 12h – Palestra – 30 anos de Atol das Rocas
12h às 13h – Palestra – Estação Ecológica de Guanabara / APA de Guapi-Mirim
13h às 14h – Palestra – Indicadores de qualidade da água, Projeto Tietê – marco zero
14h às 15h – Apresentação dos dados do Atlas da Mata Atlântica
15h às 16h30 – Palestra – Neutralização de Carbono
16h30 às 18h – Palestra – Mata Atlântica & Pesca

Sábado
9h às 10h – Observação de Aves no Ibirapuera – Avistar no Viva a Mata (inscrição prévia pelo site www.avistarbrasil.com.br)
10h às 11h30 – Painel – Resultados do Programa de Incentivo às RPPNs
11h30 às 13h – Mesa redonda Educação para a conservação
13h às 14h30 – Mesa redonda Reservas Extrativistas Marinhas na costa da Mata Atlântica 14h30 às 15h30 – Palestra – Iniciativas pela Restauração da Mata Atlântica
15h30 às 16h30 – Reserva Legal na Mata Atlântica – Frente Parlamentar Ambientalista
16h30 às 17h30 – Plataforma Ambiental nos governos locais – Frente dos Vereadores
18h – Mobilização – Mata Atlântica na cidade – o problema é com você!

Domingo9h às 11h – Roda de conversa do Mata Atlântica vai à Escola
11h às 12h – Palestra –Projetos da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente
12h às 13h30 – Mesa redonda – Gestão participativa em unidades de conservação
13h30 às 14h30 – Palestra – 25 anos da Área de Proteção Ambiental Cananéia Iguape Peruíbe 14h30 às 15h30 – Palestra e exibição de vídeo – espécies invasoras na Mata Atlântica
15h30 às 17h – Palestra – Espécies da Mata Atlântica no Instituto Butantan
17h às 18h – Palestra – Água das Florestas Tropicais – Rede das Águas

Espaço Arena
Sexta-feira
9h às 11h – Atividade física com Academia Ecofit
11h às 12h30 – Jogo dos Bichos – Bia ou monitores
12h30 às 14h – Sucateca / Reciclagem com Voluntários SOS Mata Atlântica
14h às 15h30 – Umapaz – Aventura Ambiental no Parque Ibirapuera (inscrições pelo email cintia_kita@hotmail.com ou telefone 11 55721004)
15h30 às 17h – Apresentação de animais da Mata Atlântica – Instituto Butantan
17h às 18h – Bate-papo Planeta Eldorado com artistas convidados

Sábado9h às 11h – Atividade física com Academia Ecofit
11h30 às 13h – Roda de conversa sobre abordagem colaborativa
13h às 15h – Teatro de bonecos – Amigos da Mata – Voluntariado SOS Mata Atlântica
15h às 17h – Peça de teatro – A cigarra e a formiga – Cia Estúdio Mágico
17h às 18h – Bate-papo Planeta Eldorado com artistas convidados

Domingo9h às 11h – Atividade física com Academia Ecofit
11h às 12h30 – Conservação e turismo: a experiência da Prainha Branca
12h30 às 14h30 – Dinâmicas com o Instituto Supereco – Salve com um abraço, bate papo com cientista e Corredores de Biodiversidade
15h às 17h – Peça de teatro – História Molhada 2 – a Aventura Continua – Cia Trem Bão
17h às 18h – Bate-papo Planeta Eldorado com artistas convidados

Estandes temáticos: Costa Atlântica, Reservas Particulares, Conservação Regional, Lagamar, Educação Ambiental, Reciclagem, Empresas e Mata Atlântica, Água, Centro de Experimentos Florestais, Restauração Florestal, Produtos Sustentáveis e Túnel dos Sentidos.

12 de maio de 2009

Choque com a Polícia fere 10 índios em região peruana

Lima, 11 mai (EFE).- A ocupação de uma ponte e a posterior repressão policial na região peruana do Amazonas terminou com dez indígenas feridos, um deles baleado, segundo informou a Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (Aidesep).
O episódio foi registrado no domingo, quando um grupo de nativos awajun e wampis ocupou a ponte de Corral Quemado, principal via de acesso à selva norte do Peru, como parte dos protestos iniciados em 9 de abril e que levaram o Executivo a declarar estado de emergência na região no fim de semana.
Dos dez feridos, segundo a Aidesep, três se encontram em estado grave, dois deles por problemas respiratórios causados pelas bombas de gás lacrimogêneo e um terceiro com um ferimento de bala no estômago.
As etnias amazônicas protestam contra vários decretos, entre eles a nova Lei Florestal e de Fauna Silvestre e a Lei de Recursos Hídricos, porque consideram que violam seus direitos à propriedade e ao controle sobre suas próprias fontes naturais.
Além disso, querem ser consultados sobre assuntos relativos aos territórios que ocupam.

8 de maio de 2009

Índios encerram manifestação na Funasa de São Paulo

Cerca de três horas após ocuparem novamente o prédio da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), no centro de São Paulo, na manhã desta sexta-feira, índios colocaram fim às manifestações contra o órgão federal. O protesto começou na última terça-feira (5) e tinha como objetivo reivindicar mais assistência da Funasa às aldeias indígenas do Estado, além da demissão do coordenador regional, Raze Rezek.
A saída dos índios foi decidida após o presidente nacional da entidade,
Danilo Forte, assinar um documento em que se compromete a cumprir algumas das reivindicações. A demissão de Rezek, no entanto, não está entre os compromissos.

Representantes indígenas também pretendem se reunir com Forte no próximo dia 20, em Brasília. Eles serão acompanhados por membros da Defensoria Pública da União, que hoje estiveram na sede da Funasa paulista negociando o acordo.
Ao sair do prédio, o cacique Darã, porta-voz dos manifestantes, afirmou que o objetivo do protesto estava cumprido e que saia satisfeito. Chorando, afirmou acreditar que os compromissos serão cumpridos. "Nossa manifestação foi pacífica. Em nenhum momento fizemos os funcionários reféns", afirmou Darã.
Logo que o prédio foi desocupado, os indígenas se reuniram em frente ao prédio e celebraram o fim das negociações com um ritual de agradecimento.

Compromissos
Entre os compromissos assumidos por Forte em documento --o presidente enviou por fax um papel assinado com os itens reivindicados pelos índios-- está a liberação de materiais e equipamentos para melhorar as condições de saneamento e abastecimento de água nas aldeias, a liberação de dez veículos para atendimento à saúde dos índios e o investimento de cerca de R$ 2 milhões que estava disponível no Orçamento 2008 do órgão, mas não foi aplicado pela coordenadoria.
"As comunidades concordaram que, havendo o compromisso desses termos que foi assinado, eles deixariam de reivindicar a saída de Rezek", afirmou o defensor público João Paulo Dorini, que se reuniu na manhã de hoje com os índios para negociar o acordo.
Ele também deve acompanhar as cinco lideranças indígenas que se reunirão no próximo dia 20 com Forte. "Na nova reunião, vamos tentar firmar um termo de ajustamento de conduta para que possamos trabalhar com algo mais concreto, como datas e, eventualmente, poder exigir isso judicialmente", afirmou Dorini.

O Indio na luta pelos seus direitos


Desde terça-feira (5), índios de 36 aldeias do Estado de São Paulo representantes de 5.000 índios, ocupam o prédio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), na Rua Bento Freitas no Centro de São Paulo.
Eles reinvidicam melhorias do atendimento médico, no transporte para hospitais, no saneamento básico, e que o coordenador da Funasa em São Paulo, Raze Rezek, seja demitido. Rezek já pediu demissão, mas ela não foi aceita pelo presidente da fundação, Danilo Forte. Ele disse, em Brasília, que está disposto a receber uma comissão de índios, mas só daqui a 15 dias. Os índios afirmam que só deixarão o acampamento depois que o coordenador da fundação for demitido.
De acordo com o indígena Darã, vice-presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena, a manifestação pede uma atuação mais eficiente da Funasa no Estado. "O saneamento nas terras indígenas não está sendo feito, os medicamentos estão atrasados e os veículos de assistência sucateados", afirmou.
Na noite de quarta-feira (6) contrariados, os indígenas saíram do prédio.
A decisão de desocupar o edifício foi tomada quando os índios souberam, por telefone, que a Justiça Federal em São Paulo havia deferido um pedido de reintegração de posse feito pela Funasa
Os líderes do movimento afirmaram então que não querem confronto e saíram antes mesmo da chegada do oficial de Justiça que trouxe a ordem de desocupação.Os indígenas decidiram, porém, continuar mobilizados, mas a pressão continua e eles dizem que vão manter o protesto.
Eles passaram a madrugada na calçada, improvisando acampamento em frente à sede da Coordenação Regional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Os líderes do movimento pediram apoio ao Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo. A solicitação foi aceita e, na noite desta quinta-feira, receberam 150 cobertores e água.
A previsão é que uma nova reunião aconteça às 14h desta sexta-feira (8) com representantes da Funasa e do Ministério Público Federal na sede da defensoria, na Rua da Consolação.
Entretanto, os índios afirmam que só deixarão o acampamento depois que o coordenador da fundação for demitido.
Muitas noticias andam circulando pela mídia que na Funasa muitos funcionários estão como reféns, com relação aos “reféns”, o Cacique Guaracy nega que os funcionários sejam reféns dos indígenas. "Nós não estamos fazendo reféns. Quem faz o índio refém é o homem branco."
Sabe, é incrível como eles não conseguem viver em paz mesmo dando lições de vida o tempo todo aos não indígenas que um outro mundo é possível, e ao contrario, eles vivem oprimidos por essa cultura capitalista e imperialista e quando lutam pelos seus "DIREITOS", os não indigenas oferecem uma imagem a midia, que os indios são "opressores" divulgando, muitas vezes, reportagens sensacionalista e com teores distorcidos.

Em resposta a alguns não indigenas que ainda ficam falando besteiras, respondo: Na verdade, as etnias indígenas viveram sempre em perfeito equilíbrio com o ecossistema, o que foi quebrado a partir das influências do elemento desestabilizador: "o homem branco". Fruto de uma colonização frente ao capitalismo, que condenou os indigenas a viverem em areas limitadas com recursos limitados. Negando ao indigena a possibilidade de continuar vivendo em perfeito equilibrio com a natureza, forcando-os a situação atual de dependencia, muitas vezes, do sistema não indigena.

4 de maio de 2009

Reconhecimento territrial do povo Tupinambá de Olivença

FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO DIRETORIA DE ASSUNTOS FUNDIÁRIOS DESPACHO DO PRESIDENTE Em 17 de abril de 2009O PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO- FUNAI/SUBSTITUTO, tendo em vista o que consta no ProcessoFUNAI/BSB/1523/2008, e considerando o Resumo do Relatóriode Identificação, de autoria dos antropólogos JORGE LUIZ DEPAULA, JULIANA GONÇALVES MELO e SUSANA DORES DEMATOS VIEGAS, que acolhe, face às razões e justificativas apresentadas,decide:Nº 24 - Aprovar as conclusões objeto do citado resumo para afinal,reconhecer os estudos de identificação da Terra Indígena TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA de ocupação do grupo tribal Tupinambá, localizada nos municípios de Buerarema, Ilhéus e Una, Estado da Bahia.

essa é apenas uma da vitorias de nosso povo a luta esta apeas se iniciando vamos continuar brigando pela demarcaçao e homologação deste terririo que foi lavado de muito sangue de nossos antepassados.


postado por : Jaborandy Yandê e Curupaty Abaeté Tupinambá

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